No dia 23 de agosto, o Goma-Laca lançou no Centro Cultural São Paulo o disco “GOMA-LACA – AFROBRASILIDADES EM 78 RPM” com show, oficina com Letieres Leite, roda de escuta e exposição de 78 rotações.

Foto: Djenane Vieira

Foto: Djenane Vieira

O maestro Letieres Leite recebeu Juçara Marçal, Karina Buhr, Lucas Santtana e Duani para apresentar releituras e versões de alguns dos primeiros registros de música afrobrasileira, como jongos, capoeiras, cânticos do candomblé e maracatus gravados em 78 rotações por artistas como Elsie Houston, Almirante, Vanja Orico, Stefana de Macedo, Josué de Barros, Jararaca e Ratinho,  o grupo Filhos de Nagô. A banda é composta pelo percussionista Gabi Guedes (Orkestra Rumpilezz), o baterista Sergio Machado (Metá Metá), o contrabaixista Marcos Paiva (sexteto MP6) e o pianista Hercules Gomes.
Disco gravado com apoio do ProAC. Ouça e baixe aqui. 

Fotos de Djenane Vieira

Vivência Musical – Universo Percussivo Baiano (UPB), com Letieres Leite

Pela manhã, Letieres conduziu uma vivência musical sobre aas raízes rítmicas do universo percussivo baiano, com músicos e convidados. Durante a oficina, o maestro da Orkestra Rumpilezz abordou temas como tradição oral, corpo e tradição escrita, diáspora negra e consequências etno-musicais e transmissão de claves.

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Foto: Marie Ange Bordas

Roda de escuta de discos com Reginaldo Prandi e exposição

Audição comentada sobre os primeiros discos de música afro-brasileira em 78 rotações dentro na Discoteca Oneyda Alvarenga com a participação de colecionadores, pesquisadores e apreciadores da música dos tempos de gramofone. A roda, mediada por Biancamaria Binazzi recebeu o pesquisador Reginaldo Prandi, do Departamento de Sociologia da USP, autor de obras como “A Mitologia dos Orixás”, “Os candomblés de São Paulo” e o levantamento “Os orixás na Música Brasileira”, e promoverá a escuta de obras de J.B de Carvalho, Getúlio “Amor” Marinho, João da Baiana, Jorge Silva e seu Terreiro, Trio de Ouro, Sussú, Zé Fechado e Albertina, Elsie Houston entre outros. Criada em 1935, por Mário de Andrade, a Discoteca Pública Municipal dispõe de uma acervo de mais de 40.000 discos de 78rpm, além de rico material histórico sobre a música “folclórica” brasileira.

 

Fotos de Marie Ange Bordas

Exposição: Afrobrasilidades na Discoteca Oneyda Alvarenga

Discos, partituras e material histórico da Discoteca Oneyda Alvarenga voltados à música afrobrasileira produzida no início do Século XX. Além de raridades de J.B de Carvalho, Jackson do Pandeiro, Luiz Gonzaga, a exposição apresenta equipamentos históricos de gravação e reprodução de discos em 78 rotações, utilizados pela equipe de Oneyda Alvarenga a partir de 1953. O público também poderá escutar os discos expostos e o inédito “Goma-Laca:Afrobrasilidades em 78 rpm” nas Paradas Sonoras.

Exposição "Afrobrasilidades em 78 rpm"

Exposição “Afrobrasilidades em 78 rpm”